Dói e incomoda; mata ou sara.Ter algo dentro de você que lhe faz mal e não saber identificar o intruso parece bizarro, mas é absolutamente normal.
Há muito tempo tenho evitado olhar para dentro e reparar no meu jeito de pensar e agir. Parece tão natural o sentimento objetivo e a praticidade com que as palavras saem da minha boca, que raramente sinto necessidade de refletir sobre minha opinião, ou atos. Na minha cabeça tudo está muito claro: "as coisas são assim e ponto final. Eu tenho o direito de achar o que quiser sobre o que quiser, até que alguém me faça mudar de opinião com bons argumentos... e um pouco de credibilildade, é claro."
Então nos últimos dias tenho notado que me falta algo, talvez seja saudade de casa e da família ou medo de um novo ciclo começando... mas a sensação que tenho é que um intruso me incomoda agora, como algo que invade a minha liberdade e perturba minha ordem interna de modo a me fazer refletir.
Sabe, eu tenho sintomas de garota sensível; choro em finais de filmes, tenho músicas estilo Alfa FM no computador e gosto de um colo de vez em quando. Nunca pensei que me faltaria sensibilidade, mas é este o problema: A praticidade tomou conta de todo espaço reservado para o emocional, e só agora me dei conta.
É tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo, tanta informação e exigência que me falta paciência para analisar os fatos com ótica sentimental. Na verdade essa palavra agora me causa até certa saturação. É tão mais fácil enxergar as coisas pura e simplismente como são, e se algo der errado estar pronta para mudar os rumos da história e fazer tudo dar certo de novo... o mais estranho é saber que você já se acostumou com o mais difícil e racionalizou quase tudo que sente. O inacreditável é ver que não há como retornar ao que era com a facilidade esperada. A armadura é inevitável. Na verdade, até agradeço por tê-la ao lado como forte amiga e companheira, mas tem horas que eu realmente gostaria que ela fosse dar uma voltinha...
Dentro desta análise pscicótica e fora do divã, percebi quem é o intruso dentro de mim: eu mesma... Minha vontade de me permitir sentir e viver é tão grande que quero fazer tudo com todo mundo ao mesmo tempo, não dando tempo para perceber algumas prioridades, ou mesmo passando por cima delas pelo simples prazer da experiência e da descoberta do novo... trocando as mesmas prioridades a cada cinco minutos para preencher a pressa de viver, acumulada dentro de 1,57m de altura. Eu mesma tento me sabotar... É possível? É ridículo... e dá vontade de rir de mim mesma.
O racional sabota o emocional... E o emocional me derruba como uma doença.
Quando temos uma infecção, é sinal de algo está errado com o corpo. Remédios, simpatias e receitas ajudam a melhorar, e logo você já está pronto pra outra. Para não repetir a doença, existem certas precauções a serem tomadas... e é você que escolhe, se mantém a armadura firme e forte ou se deixa a infecção tomar conta de você novamente. E eu como sempre quero um pouco de tudo, quero o estado febril, sem dores e com um pouco de racionalidade, pode ser?
Toca da Teka
"Quero inventar o meu próprio pecado, quero morrer do meu próprio veneno." Chico Buarque.
sexta-feira, 2 de março de 2012
terça-feira, 29 de novembro de 2011
Preconceito, AINDA?
E eu que achava que a Universidade era um lugar de expansão de ideias e quebra de paradigmas...
Nesta última madrugada acordamos com um telefonema dizendo: "entra no grupo da faculdade no facebook, AGORA! Tá rolando um murmurinho de homofobia, dizendo que os alunos de jornalismo são todos viadinhos."
Sinceramente, não nos demos o trabalho de levantar e apurar os fatos. Mas já pedimos... "Dá Print screen!" (Praxe).
Hoje ao receber 4 emails com alguns dos posts que rolaram, me senti enjoada. Enojada de tanto palavreado chulo de gente com cabeça mesquinha e mentalidade menor que um grão de mostarda, tendo o preconceito como CONCEITO de vivência em coletividade. Como não se indignar com tal linha de pensamento (pq raciocíno é difícil dizer que estes senhores tenham) diante de uma realidade no século XXI, que se desprende de dogmas e prioriza a liberdade como forma de expressão, seja ela SEXUAL ou não?!
Será que ninguém entende que o preconceito diminui todas as possibilidades de interação? A Universidade abrange a diversidade e promove o respeito, dentro ou fora de seus limites físicos. Ninguém precisa mudar de opinião sobre a opção sexual alheia, basta RESPEITÁ-LA... E de respeito todo mundo gosta, não é mesmo?
A imaturidade é tanta que me cansa! De tanto pensamento pequeno, com essa mentalidade cheia de preconceitos, já começo a achar que, na verdade, tudo não passa de um complexo de inferioridade, ou mesmo de insatisfação com as proporções herdadas pela natureza.... mas como não tenho nada com isso, respeito as proporções e complexos alheios.
Nesta última madrugada acordamos com um telefonema dizendo: "entra no grupo da faculdade no facebook, AGORA! Tá rolando um murmurinho de homofobia, dizendo que os alunos de jornalismo são todos viadinhos."
Sinceramente, não nos demos o trabalho de levantar e apurar os fatos. Mas já pedimos... "Dá Print screen!" (Praxe).
Hoje ao receber 4 emails com alguns dos posts que rolaram, me senti enjoada. Enojada de tanto palavreado chulo de gente com cabeça mesquinha e mentalidade menor que um grão de mostarda, tendo o preconceito como CONCEITO de vivência em coletividade. Como não se indignar com tal linha de pensamento (pq raciocíno é difícil dizer que estes senhores tenham) diante de uma realidade no século XXI, que se desprende de dogmas e prioriza a liberdade como forma de expressão, seja ela SEXUAL ou não?!Será que ninguém entende que o preconceito diminui todas as possibilidades de interação? A Universidade abrange a diversidade e promove o respeito, dentro ou fora de seus limites físicos. Ninguém precisa mudar de opinião sobre a opção sexual alheia, basta RESPEITÁ-LA... E de respeito todo mundo gosta, não é mesmo?
A imaturidade é tanta que me cansa! De tanto pensamento pequeno, com essa mentalidade cheia de preconceitos, já começo a achar que, na verdade, tudo não passa de um complexo de inferioridade, ou mesmo de insatisfação com as proporções herdadas pela natureza.... mas como não tenho nada com isso, respeito as proporções e complexos alheios.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Camaleão.
Sobre ideologias formadas com o convívio em sociedade é que se formam pré-conceitos e a pseudo-liberdade de achar que se pode traçar um perfil biológico/compotamental de alguém pelo simples fato de "ir ou não com a cara do indivíduo". O camuflar de ações simplesmente faz com que qualquer um pareça ser exatamente o que pretende, sem necessariamente ser, e muitas vezes se depara com um público estupefato que compra sua representação como quem paga verdadeiras fortunas para assistir uma peça de teatro com os melhores atores da época.
O que quero dizer com esse emaranhado de palavras, é: cuidado com as aparências. Uma lição antiga, que DEVE ser lembrada com veêmencia na atualidade, principalmente com todas as novas tecnolgias, modos de comunicação e de camuflagem. Existem verdadeiros humanos camaleões que se escondem em qualquer meio, em prol de atacar quem, ingenuamente, não nota sua presença. Tal espécie, ao contrário dos répteis, é extremamente engenhosa e maledicente, com interesses clássicos de usufuir as influências alheias até poder soltar o veneno em suas vítimas.
A famosa trajetória parasita dessas pessoas é conhecida há séculos, mesmo assim, tropeçamos em casos como estes todos os dias, com o perigo escancarado em nossa cara.
O cuidado deve aumentar em matas desconhecidas onde pode haver novas espécies, mas se você é criado em um ninho dessas criaturas, tem naturalmente um antítodo.
O que quero dizer com esse emaranhado de palavras, é: cuidado com as aparências. Uma lição antiga, que DEVE ser lembrada com veêmencia na atualidade, principalmente com todas as novas tecnolgias, modos de comunicação e de camuflagem. Existem verdadeiros humanos camaleões que se escondem em qualquer meio, em prol de atacar quem, ingenuamente, não nota sua presença. Tal espécie, ao contrário dos répteis, é extremamente engenhosa e maledicente, com interesses clássicos de usufuir as influências alheias até poder soltar o veneno em suas vítimas.A famosa trajetória parasita dessas pessoas é conhecida há séculos, mesmo assim, tropeçamos em casos como estes todos os dias, com o perigo escancarado em nossa cara.
O cuidado deve aumentar em matas desconhecidas onde pode haver novas espécies, mas se você é criado em um ninho dessas criaturas, tem naturalmente um antítodo.
sábado, 25 de junho de 2011
Would you dance, if I ask you to dance?
São quatro horas da manhã, e não consigo sequer fechar os olhos. O cansaço não vence minha imaginação e quando, inutilmente, tento repousar as pálpebras você esta lá perturbando meus pensamentos. Dançando em imagens que meu cérebro ilustra ao te ver. Os detalhes são de uma perfeição tão intensa que chega a acelerar os batimentos cardíacos.
Me acordo várias vezes durante este sonho ás claras. Mesmo assim, sua presença surge com um resplendor inquietante ao meu redor.
Há tanto pra se viver, os planos me invadem e penso, como poderia dar certo? Pois bem, não daria.
Se eu continuasse em tal lugar até que as possibilidades aumentariam, mas então eu te conheceria? Provavelmente não. É tão improvável sentir isto por alguém que só se viu uma vez na vida, e com o menor número de troca de palavras possível. É estranho, inquietante e impossível.
A platonicidade tem seu charme, mas confesso que não estou nem um pouco habituada á este sentimento individual... e sabe? Quero dançar.
Sempre considerei a dança como algo que liberta; a tradução de meu corpo á melodia. A sensação de entorpecer a mente com a endorfina das cifras e expelir o efeito colateral que a música me proporciona. Então quero somente dançar. Não necessito de uma música em especial para expelir os pensamentos que você provoca, basta juntar a endorfina que você traz com a paz de liberar toda a inquietude acumulada para ter uma sinfonia perfeita que ilustra esse complexo de paixonite que não me deixa dormir.
Me acordo várias vezes durante este sonho ás claras. Mesmo assim, sua presença surge com um resplendor inquietante ao meu redor.
Há tanto pra se viver, os planos me invadem e penso, como poderia dar certo? Pois bem, não daria.
Se eu continuasse em tal lugar até que as possibilidades aumentariam, mas então eu te conheceria? Provavelmente não. É tão improvável sentir isto por alguém que só se viu uma vez na vida, e com o menor número de troca de palavras possível. É estranho, inquietante e impossível.
A platonicidade tem seu charme, mas confesso que não estou nem um pouco habituada á este sentimento individual... e sabe? Quero dançar.
Sempre considerei a dança como algo que liberta; a tradução de meu corpo á melodia. A sensação de entorpecer a mente com a endorfina das cifras e expelir o efeito colateral que a música me proporciona. Então quero somente dançar. Não necessito de uma música em especial para expelir os pensamentos que você provoca, basta juntar a endorfina que você traz com a paz de liberar toda a inquietude acumulada para ter uma sinfonia perfeita que ilustra esse complexo de paixonite que não me deixa dormir.
As alucinações musicais aumentam, enquanto esta melodia soa distante, beirando ao abismo da impossibilidade. Ainda assim, se torna incrívelmente atraente. O improvável sempre foi trilha sonora de tantos romances, que até inspira. Quero dançar mas, dessa vez, não sozinha. Então esta noite lhe pergunto: Aceita esta dança?
terça-feira, 14 de junho de 2011
Pretérito Perfeito.
Houve dias em que desejava que o futuro logo chegasse, para fazê-la lembrar dos últimos dias como uma memória que ficou ao longe, queria despertar apenas quando tivesse certeza que havia sobrevivido à avalanche que provocara. Queria acreditar que tudo não passava de um pesadelo ou alguma brincadeira de mal gosto de alguém que não suportaria ver a felicidade no rosto das pessoas, mas ao abrir os olhos a realidade a enfrentava violentamente com um dia de forte ventania em que nada fica no lugar. Não demorou a levantar-se para evitar pensamentos indesejados, pois sua vontade obviamente não se tornaria real, afinal o futuro nunca chega, e se enganara ao desejá-lo com todas as forças.
Um dia como outro qualquer, as mesmas rotinas, rostos e vícios e o que mais fazia falta era sua dependência da última droga que experimentara, Ele. O conheceu em um jantar de negócios chatíssimo, o qual não pôde faltar, mas encontrá-lo sem querer iluminara sua noite e desde então este simples “esbarro” ganhara imensa magnitude em seu peito. As ligações sempre ás 22:00 se tornaram freqüentes, tanto eram os assuntos daquelas longas conversas que já era difícil imaginar suas noites sem aquela voz acalentando seus pensamentos agitados e que a transportava para outro mundo, cheio de sorrisos e movimentos ansiosos, mesmo que ele não estivesse vendo.
Os finais de semana gelados do outono se aproximaram e sempre havia um vinho, um filme e boas conversas até o amanhecer. Seu corpo se aquecia naquele confortável abraço e adormeciam sempre com os pés entrelaçados e quentinhos. As manhãs eram as melhores que imaginara, o cheiro de café inundando a casa, o pijama folgado e masculino deixava seu corpo á mostra e inesperadamente sexy, ele sempre dizia que qualquer roupa se encaixava perfeitamente em seu corpo, até mesmo as dele. Logo o tempo passou e os finais de semana tornaram-se meses e sua rotina agora tinha dono, feição, sabor e cheiro: o dele. Ele representava todo seu desejo, seu lar, sua energia havia encontrado um ponto catalisador; Ele. Acreditava estar sonhando em certas manhãs, mas quando acordava nem precisava abrir os olhos para senti-lo ao seu lado e ter certeza que era verdade.
Para ela tudo estava perfeito, mas ouvira dizer que nada era perfeito, então como ela poderia ser a única pessoa beneficiada com a perfeição? Procurou não pensar nisso para não acarretar pessimismo á sua relação. Mas volta e meia se questionava se era isso. Se ali deveria ser o ponto de estagnação, se o momento em que estava era o ponto culminante de sua caminhada sentimental, se está era a hora em que todos decidiam que este era o companheiro com quem deveria passar o futuro e envelhecer. A dúvida a perturbou por algum tempo, até que resolveu dividir tal pensamento com o dono de seus sorrisos mais genuínos.
Merda! Não deveria ter dito nada, estragar as coisas assim por uma questão inútil... Aí como sou idiota. Mas no fundo sentia que tinha feito o certo, o que sua consciência mandara.
Mais um tempo se passou, algumas coisas esfriaram em seu relacionamento, mas ainda sim se considerava feliz. Não via problema em alguns desentendimentos familiares, e entre amigos por conta dele, afinal ele ainda era o Sol que a aquecia em dias nublados. Até que alguém lhe fizera enxergar algo parecido com uma resposta á sua antiga questão. Alguém havia conseguido fazê-la imaginar sua vida sem ele e, ao contrário do que julgara, parecia ser promissor, parecia que todo o calor que sentia em sua presença era pouco com o que poderia usufruir futuramente.
Ao olhar-se no espelho naquela manhã, não sabia dizer se havia sido a gana por algo melhor em sua vida, ou se sua imaginação a havia traído e ceder á sua intuição havia desmoronado sua vida edificada com tanto esforço, mas sentia-se completamente impotente. Como se o mundo tivesse sugado sua vida, sua cor; se via cinza em meio a uma cidade sem cor, sem sabor. Havia morrido com suas vontades e expectativas, e aquilo que se encarava no espelho nada mais era do que sua carcaça que só fazia lembrá-la das decisões que tomara, e agora tinha de enfrentar.
A dependência agora era clara, e ela tinha de sobreviver sem sua droga, e sem tempo para reabilitação, não podia se dar ao luxo de refletir sobre a abstinência que seu corpo sentia. Os dias moribundos foram passando tão dolorosamente que somente outra droga conseguia absorvê-la desse mundo e jogá-la no abismo indolor do sono, da inerte sensação de não pensar, não ver... ás vezes pensava que vegetava e ninguém percebia, por que ninguém apertava o botão de desligar seu aparelho que prolongava a dor? Precisava de uma eutanásia sentimental, mas quem teria tão brilhante poder de descansar sua angústia?
Acordava no meio da noite, esperando sentir aquele conforto familiar ao seu lado na cama, mas dessa vez, não precisava nem abrir os olhos para sentir seu coração explodir e sentir a secreção de dor rolando em sua face, aquilo parecia não ter fim. Chorava com uma criança desesperada e perdida, pedia a Deus para que acabasse com esse sofrimento da melhor forma para todos, pedia para não acordar, para não sobreviver a tamanho rombo em sua alma. Mas ninguém a ouvia e todas as manhãs, sentia a mesma tortura ao perceber que ainda tinha sentidos. Via projeções dos sorrisos, das conversas, do amor, do corpo que tanto lhe fazia falta, estava louca. Tinha completa certeza disso.
Todos os dias era este mesmo sentimento que tentava disfarçar no trabalho, com os vizinhos do prédio e ao visitar os pais uma vez á cada quinzena, mas em certa visita, seu pai resolvera abrir o capítulo proibido de sua vida. Conversaram durante horas, nunca havia permitido que ele chegasse tão fundo em seus sentimentos, e nunca tinha percebido que ele era capaz de traduzi-la tão facilmente. E foi como uma daquelas tempestades de verão, chorava continuamente, balbuciava palavras, expelia sentimentos, sentia-se lavando a alma, mesmo que ainda incrédula por ser seu pai o aliviador de suas dores. Dormiu na casa dos pais naquele final de semana, sentiu todo o aconchego e cuidado de que sentia falta nos últimos meses, pensou em retornar para casa, mas sabia que tinha que caminhar sozinha.
Em mais uma manhã acordou esperando que as miragens viessem, acompanhadas da dor de sua abstinência, mas pensou estar anestesiada e seguiu sua rotina automaticamente. Um dia, dois, três... Esta anestesia era realmente eficiente, não sentia nada, era neutra em toda sua sentimentalidade. A maré anestésica estacionou, e assim o tempo foi passando sem novidades, sem surpresas, sem vontades, mas pelo menos não sentia dor. Já estava satisfeita em não sentir mais nada durante o resto de sua vida.
Sentou-se no jardim em uma tarde típica de primavera e resolveu refletir sobre sua dependência, resolveu encarar em seus pensamentos e arriscar, lembrar de sua primeira morte sentimental. Refez mentalmente seu passado friamente, ainda com algum resquício de aflição, mas sabendo que era normal sentir um pouco de dor diante de uma ferida tão intensa como a que tivera. E foi o término de sua limpeza interna. Conseguiu expelir o resto de seu sentimento guardado a sete chaves, pensou que a dor que sentira havia sido proporcional ao amor que a dominara durante um bom tempo, logo não seria tão fácil livrar-se das recordações, dos lugares, dos sabores, cheiros e cores que a remetiam àqueles intensos momentos de sua trajetória.
Ele, que um dia fora o regente de seu Heliocentrismo sentimental, agora não era mais presente, e sim passado. Havia se tornado apenas uma conjugação simbólica em seu vocabulário vivencial. Havia se encaixado totalmente em seu pretérito perfeito, seguindo á risca a definição de tal forma conjugal: “Algo que aconteceu e terminou.” E com as devidas honras, perfeitamente acomodado no passado.
terça-feira, 12 de abril de 2011
Amar o próximo como a si mesmo.
Adriele Camacho de Almeida, 16 anos, foi encontrada morta na pequena cidade de Tarumã, Goiás, no último dia 6. O fazendeiro Cláudio Roberto de Assis, 36 anos, e seus dois filhos, um de 17 e outro de 13 anos, estão detidos e são acusados do assassinato. Segundo o delegado, o crime é de homofobia. Adriele era namorada da filha do fazendeiro que nunca admitiu o relacionamento das duas. E ainda que essa suspeita não se prove verdade, é preciso dizer algo.
Eu conhecia Adriele Camacho de Almeida. E você conhecia também. Porque Adriele somos nós. Assim, com sua morte, morremos um pouco. A menina que aos 16 anos foi, segundo testemunhas, ameaçada de morte e assassinada por namorar uma outra menina, é aquela carta de amor que você teve vergonha de entregar, é o sorriso discreto que veio depois daquele olhar cruzado, é o telefonema que não queríamos desligar. É cada vez mais difícil acreditar, mas tudo indica que Adriele foi vítima de um crime de ódio porque, vulnerável como todos nós, estava amando.
Leia mais e participe do Projeto: #EuSou Gay :
http://projetoeusougay.wordpress.com/
http://projetoeusougay.wordpress.com/
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Precisa-se de professor de cronologia.
Ponto final; creio que a vida é feita deles. Para cada momento, cada alegria, cada tristeza, a cronologia pode ser vilã ou amiga, depende do ponto de vista.
A cada instante somos forçados a deixar algumas manias, e aperfeiçoar outras, adaptando-se ao senso comum, por necessidade de encaixa-se, fazer parte, estar em harmonia com o coletivo. Mas colocar fim em alguns hábitos pode não ser tão simples e a poda forçada da espontaneidade pode reprimir vontades, sonhos, palavras, sorrisos...
Dizem que é preciso saber viver, e eu sinceramente, gostaria de saber quem é o autor desta cartilha e aonde são as aulas, e se podem ser aos finais de semana, (afinal a cronologia não pára, nem mesmo para aulas desta magnitude). Trata-se de um assunto que me consome e realmente gostaria de aprender, pois quando me proponho a analisar minha vida, vejo que o bendito tempo está correndo e não aproveitei tanto quanto deveria, ou aproveitei demais... queria ter nascido com a medida certa, e o controle... mas acho que quem possui tais qualidades já sabe viver, e bom... eu não sei. Cheguei a tal conclusão.
Meus pontos finais são imensamente falhos, sempre retrocedo, e acho que pode ser apenas um ponto e vírgula (uma pausa dramática) ou apenas uma vírgula e o melhor do enredo ainda está por vir... será sonho de indeciso? Bom, o que sei é que mesmo sem essas tais aulas, meus pontos finais precisam funcionar, COM URGÊNCIA... não há mais tempo a perder.
Preciso de um professor para acertar meus pontos finais á minha cronologia, pois esta se encontra em total desalento, imendando frases e fases e já não encaixo sentimentos e lembranças em seu lugar destinado. Preciso arrumar esta baderna gramática/cronológica.
Agora é momento de fechar ciclos e por fim á muitas fases, então se alguém por aí souber esta fórmula, por favor, entre em contato, pois preciso aprender a viver, e começar um livro novo, com os devidos pontos finais em cada hora certa.
Estou disponível aos finais de semana.
Obrigada.
A cada instante somos forçados a deixar algumas manias, e aperfeiçoar outras, adaptando-se ao senso comum, por necessidade de encaixa-se, fazer parte, estar em harmonia com o coletivo. Mas colocar fim em alguns hábitos pode não ser tão simples e a poda forçada da espontaneidade pode reprimir vontades, sonhos, palavras, sorrisos...
Dizem que é preciso saber viver, e eu sinceramente, gostaria de saber quem é o autor desta cartilha e aonde são as aulas, e se podem ser aos finais de semana, (afinal a cronologia não pára, nem mesmo para aulas desta magnitude). Trata-se de um assunto que me consome e realmente gostaria de aprender, pois quando me proponho a analisar minha vida, vejo que o bendito tempo está correndo e não aproveitei tanto quanto deveria, ou aproveitei demais... queria ter nascido com a medida certa, e o controle... mas acho que quem possui tais qualidades já sabe viver, e bom... eu não sei. Cheguei a tal conclusão.
Meus pontos finais são imensamente falhos, sempre retrocedo, e acho que pode ser apenas um ponto e vírgula (uma pausa dramática) ou apenas uma vírgula e o melhor do enredo ainda está por vir... será sonho de indeciso? Bom, o que sei é que mesmo sem essas tais aulas, meus pontos finais precisam funcionar, COM URGÊNCIA... não há mais tempo a perder.
Preciso de um professor para acertar meus pontos finais á minha cronologia, pois esta se encontra em total desalento, imendando frases e fases e já não encaixo sentimentos e lembranças em seu lugar destinado. Preciso arrumar esta baderna gramática/cronológica.Agora é momento de fechar ciclos e por fim á muitas fases, então se alguém por aí souber esta fórmula, por favor, entre em contato, pois preciso aprender a viver, e começar um livro novo, com os devidos pontos finais em cada hora certa.
Estou disponível aos finais de semana.
Obrigada.
Assinar:
Postagens (Atom)


